A LUZ NATURAL EM AMBIENTES EMPRESARIAIS

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A iluminação natural é um ótimo recurso dentro das empresas. Porém, ela nem sempre é explorada como deveria. Para explorar o melhor de suas vantagens é necessário analisar o local avaliando itens c…

Fonte: Benefícios da luz natural nos ambientes empresariais

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OS IMPACTOS DO ABSENTEÍSMO NAS EMPRESAS

A AUSÊNCIA GERA CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS NA PRODUÇÃO, NO CAIXA E NO RELACIONAMENTO COM A EQUIPE

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Clientes insatisfeitos, comprometimento da produtividade, aumento de horas extras para os outros componentes da equipe, custos de contratação temporária para suprir a ausência do funcionário afastado e perda de prazos, são algumas das consequências causadas pelo absenteísmo nas empresas.

“O absenteísmo gera diversos impactos negativos na produção como declínio dos lucros e organização do orçamento, que sofre pela perda da receita e pelo encarecimento da mão de obra”, explica a engenheira de segurança do trabalho e técnica em perícias trabalhistas, Marcia Ramazzini. Ainda segundo ela, o funcionário “recordista de faltas” também pode gerar problemas de relacionamento e, consequentemente, de produtividade. “Este tipo de funcionário acaba sendo mal visto pela equipe que começa a exigir uma atitude da liderança. Pois, as ausências acarretam sobrecarga para os outros”, ressalta a especialista.

O RH, assim como os líderes da organização, precisa entender qual é a causa deste absenteísmo e atacá-la. “De nada adianta ficar remendando a consequência. Se a causa for uma insatisfação no ambiente de trabalho, com a equipe ou salarial, percepção de favoritismo, entre outros, deve-se mapear o motivo e implantar práticas focadas para melhorar a satisfação no ambiente de trabalho”, esclarece a professora doutora da IBE-FGV especialista em RH e Gestão de Pessoas, Rita Ritz.

Em geral, visto como descomprometido e irresponsável, o funcionário que falta demais perde a confiança do líder direto e da diretoria da empresa. “A liderança acaba deixando de lhe atribuir funções importantes, prejudicando a carreira dele e dos demais membros do time. Além disso, ele passa a ser rotulado como ‘ausentista’ e nenhum outro líder vai querer ter esta pessoa na sua equipe”, destaca a professora.

Atestados médicos

Mascarar o verdadeiro motivo da ausência com atestados médicos tornou-se um “costume” que assombra os RHs. “Isso acontece, pois é mais fácil justificar uma falta alegando um problema de saúde do que dizer a verdade, quando a causa da falta ou afastamento é uma insatisfação no trabalho”, analisa Rita Ritz. Ela ressalta que, por mais difícil e constrangedor que possa ser a verdadeira causa, é melhor enfrentar a verdade e tentar uma solução negociada com o chefe. Agindo dessa forma, todos saem ganhando, pois evita-se que o ausentismo se torne recorrente. “O funcionário sente-se constrangido em dizer que está com problemas de relacionamento, que tem desafeto com algum colega de trabalho ou chefe e acaba usando o atestado para mascarar a origem do problema”, esclarece a especialista.

Sobre essa situação, a engenheira Marcia Ramazzini ressalta que é necessária cautela, pois se o problema for realmente uma doença, o setor de segurança do trabalho deve avaliar se ela é ocupacional ou não. “Esse é o grande diferencial das empresas que possuem uma Gestão de Risco adequada, pois além de seguirem normas que evitam esses problemas, reduzem o risco de perder um bom colaborador. Sem contar que evitam possíveis processos trabalhistas”, finaliza Marcia.

PRIMEIRA RODOVIA DE PAINÉIS SOLARES DO MUNDO É INAUGURADA NA FRANÇA

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A primeira rodovia de painéis solares do mundo foi oficialmente inaugurada em uma pequena cidade da Normandia, França.

Construído na pequena cidade de Tourouvre-au-Perche, a rota de um quilômetro, apelidada de “Wattway”, é coberta por 2.800 metros quadrados de painéis fotovoltaicos. Ela foi projetada para receber até 2.000 veículos por dia, enquanto geram em média 767 quilowatts-hora (kWh) por dia, energia suficiente para alimentar toda a iluminação das ruas da pequena cidade de 3.400 residentes.

Para proteger contra o desgaste, os painéis foram revestidos com uma resina contendo cinco camadas de silício.

A construção da estrada é parte de um incentivo das autoridades francesas ligadas à ecologia para instalar 1000 quilômetros de estradas solares em todo o país nos próximos 5 anos. Construída a um custo de 5 milhões de euros (cerca de 5,2 milhões de dólares), os diretores não consideram o projeto um produto acabado, mas o próximo passo no desenvolvimento da tecnologia.

“Estamos ainda em fase experimental. Construir um protótipo experimental desta escala é uma oportunidade real para a nossa inovação “, disse o diretor da Wattway, Jean-Charles Broizat, em um comunicado. “Este terreno de teste nos permitiu melhorar nosso processo de instalação do painel fotovoltaico, bem como a sua fabricação, a fim de continuar a otimizar nossa inovação.”

A rodovia entrará agora um período de teste de 2 anos, no qual a viabilidade e adaptação da tecnologia serão avaliadas.

A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

UMA EMPRESA QUE BUSCA SER COMPETITIVA, EM MERCADOS CADA VEZ MAIS GLOBALIZADOS, PRECISA CRIAR UM AMBIENTE ONDE O TRABALHADOR SINTA-SE BEM AO DESEMPENHAR SUAS FUNÇÕES

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A abordagem da segurança, saúde e qualidade de vida tem se mostrado cada vez mais emergente e de grande importância na atualidade coorporativa. Muitos administradores já perceberam que melhorar a qualidade de vida e a segurança de seus colaboradores torna a organização mais saudável e competitiva.

O conceito tem sido utilizado como forte indicador do grau de satisfação das pessoas que desempenham um trabalho. Sua efetiva aplicação implica em um profundo respeito pelo colaborador. É importante disponibilizar aos colaboradores ferramentas que passam por educar, treinar e proporcionar a eles o equilíbrio dos hábitos que interferem na sua segurança, saúde e qualidade de vida.

Hoje há uma unanimidade na certeza que o fator humano é o elemento diferenciador para o crescimento de uma corporação. Uma empresa que busca ser competitiva, em mercados cada vez mais globalizados, precisa criar um ambiente onde o trabalhador sinta-se bem ao desempenhar suas funções. Isto exige cada vez mais a necessidade de se investir em programas e ferramentas que priorizem a segurança e a qualidade de vida no trabalho.

Uma importante publicação anual brasileira, que destaca os resultados das 500 maiores e melhores empresas do País, observa que as corporações mais bem colocadas são as que oferecem um melhor ambiente de trabalho e, onde o índice de felicidade é maior. Nas empresas do Grupo CPFL Energia, segurança, saúde e qualidade de vida são tão importantes que fazem parte de uma mesma marca: “Primeiro as Pessoas”. Na Visão, Missão e Valores das empresas do Grupo esse cuidado está assegurado através dos princípios fundamentais da organização.

Atuar permanentemente para controlar e minimizar os riscos associados aos seus processos de trabalho, produtos e serviços, e assegurar a integridade e o bem-estar físico e mental das pessoas com as quais se relaciona, em ambientes que estimulem a cooperação, a coesão, a difusão do conhecimento e o desenvolvimento profissional e humano, fazem parte da cultura da Companhia.

O Portal de Qualidade de Vida está disponível na intranet da empresa, e acessível aos colaboradores, contendo informações relativas à qualidade de vida, saúde, lazer, esportes e cultura. A empresa está remodelando o Portal Qualidade de Vida, que em breve, receberá o nome de “Primeiro as Pessoas”, remetendo ao foco principal do site. O portal contará com três homes, uma de “Segurança do Trabalho’, uma de ‘Saúde’ e outra de ‘Qualidade de Vida”.

A prevenção de acidentes de trabalho e a promoção da qualidade de vida no ambiente corporativo visa conscientizar e capacitar pessoas na melhoria continua da segurança, saúde e da qualidade de vida, cuja estratégia principal é a de, através de um processo de educação, sensibilizar e mobilizar as pessoas na mudança do seu estilo de vida e na melhoria e cuidados com a sua proteção.

Publicado em http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/a-importancia-da-seguranca-e-qualidade-de-vida-no-trabalho/114751/

6 DICAS PARA MELHORAR SUA POSTURA EM UMA APRESENTAÇÃO OU REUNIÃO DE NEGÓCIOS

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É clássica a frase “você só tem uma oportunidade para causar uma primeira boa impressão”. Tendo essa máxima como base, você pode ter somente uma chance para conseguir expor de forma clara e objetiva o seu conteúdo, seja em uma apresentação ou até mesmo em uma reunião de negócios.

Se o cliente não entender o que você diz, será impossível fechar negócio com ele. Com o objetivo de facilitar a sua interação com o interlocutor e aumentar as suas chances de sucesso, disponibilizarei 6 dicas que auxiliarão na condução do discurso e ajudarão a tornar seu conteúdo pertinente, organizado e interessante.

1. Obtenha informações: Antes de qualquer apresentação ou reunião é importante conhecer o público que receberá a sua mensagem. Saber o que é importante para os participantes e as suas preferências impactará diretamente na forma de compreender o que você diz. Acesse o site da empresa, veja o que a instituição valoriza, quais são seus valores, como seus colaboradores se comportam, busque e conheça pessoas que trabalhem na instituição, acesse as redes sociais, procure as últimas notícias sobre ela em sites de busca, etc.

Quanto mais informações sobre o público, maior a chance de levar exemplos pertinentes e adequados à plateia. Afinal, se você tiver um público de advogados e um público de engenheiros, a argumentação deve seguir linhas de argumentação diferentes e isso será fundamental para a conexão com os participantes. Uma dica muito importante nesse primeiro item é saber o que nãopode ser dito. Muitas empresas têm palavras “proibidas”, como o nome de um concorrente ou uma alusão a alguma marca que faça parte de um outro grupo. Conheça as regras.

2. Distribua o contato visual: é muito comum, em uma reunião, que o orador concentre a atenção em alguém com uma expressão mais simpática ou em quem tem o poder de decisão (a pessoa que vai aprovar ou não o projeto). Essa atitude não é recomendada, pois você acaba excluindo os outros participantes. Mesmo que você fique mais tranquilo quando olha dessa forma, é preciso lembrar que a apresentação é feita para a plateia e que isso acaba atrapalhando a conexão com as outras pessoas presentes.

Olhar para uma pessoa, além de desprezar os outros participantes também deixa a pessoa que é observada bastante constrangida. O ideal é olhar para todos os participantes, de maneira aleatória. Dessa forma você contempla a todos e consegue também fazer a “leitura” das pessoas, entendendo se estão interessadas ou não naqueles argumentos que você utiliza. É importante destacar que, mesmo tendo uma pessoa que decida, as outras que participam da reunião podem influenciar a decisão.

3. Utilize gestos adequados ao ambiente: Se você estiver em uma palestra (ou em uma apresentação para um grupo médio), em pé, você deve fazer gestos mais amplos para que todos os presentes consigam enxergar o que você enfatiza com as mãos. Quando em pé os gestos devem ficar acima da linha da cintura e abaixo da linha do queixo. Essa área é onde os gestos costumam ocorrer e passam naturalidade. Já se você estiver sentado (em uma reunião, por exemplo) você deve executar gestos mais curtos e contidos. Gestos amplos podem passar agressividade e acabam invadindo o espaço de quem está próximo a você.

Importante quando sentado é não deixar as mãos sob a mesa (parece que está escondendo algo e os gestos não são vistos) e cuidado para não deixar o cotovelo apoiado na mesa na hora de gesticular. Os gestos devem iniciar nos ombros e, com o antebraço apoiado, eles ficam estranhos, mais uma vez perdendo a naturalidade que é fundamental para uma boa apresentação. Atenção para não gesticular demais! Os gestos devem enfatizar a parte mais importante da sua frase.

4. Movimentação no ambiente: Quando estiver em pé, escolha três a quatro pontos no palco, onde possa se movimentar e ter acesso ao olhar de todos os presentes. Se fizer uma apresentação com auxílio de material visual (uma projeção com o PowerPoint por exemplo) evite ficar entre a tela e as pessoas.

Não faça a movimentação de um lado para o outro de maneira constante e evite passar na frente da tela. Caso seja em uma reunião (e você estiver sentado), busque um ângulo em que possa enxergar todas as pessoas e não fique girando a cadeira. Você deve ter uma postura firme e que demonstre credibilidade. Deixe a cadeira fixa e evite que ela fique balançando.

5. Deixe as mãos livres: Evite ficar segurando um papel na mão com os itens que você abordará. A tendência é que você fique olhando para o papel, pois todas as informações estarão lá (é a sua segurança!). Caso precise lembrar de alguns pontos, a dica é fazer um roteiro, contendo somente palavras-chave, e as letras em tamanho grande. Faça desta forma e deixe o papel pousado em algum lugar onde você poderá vê-lo de qualquer lugar do palco. Isso ajudará na condução do discurso e permitirá que gesticule da melhor maneira.

Outra tática muito comum (mas muito ruim também) é a ideia de ficar segurando uma caneta ou um clipe de papel na hora de apresentar. Antigamente até era uma boa tática, mas hoje, com o acesso à informação, quando alguém entra segurando uma caneta que não irá usar, todos saberão da tensão do apresentador. Caso realmente precise segurar algo para fazer uma apresentação melhor, a dica é investir em um apresentador de slides. Esse sim torna legítimo segurar algo durante a apresentação.

6. Simplifique o material visual da apresentação: o apresentador é o personagem principal da apresentação. O material PowerPoint deve auxiliar o discurso e, de forma alguma deve substituí-lo. A prioridade na utilização dessa ferramenta é utilizar tópicos ou imagens para reforçar o seu conteúdo e é muito comum observar apresentadores colocando grandes textos no material visual.

Quanto mais conteúdo na tela, mais engessada fica apresentação e o apresentador perde a naturalidade. Quantas vezes você já assistiu a um discurso lido bom? Muito difícil de acontecer e isso também é comum quando o orador lê o que está na tela para a sua plateia. Vale destacar que o problema não está só na leitura, mas também na postura do apresentador, que vai precisar ficar de costas para o público (no mínimo de lado) para conseguir ler e dificilmente fará uma leitura com a entonação correta e dinâmica.

Lembre-se de que a plateia consegue ler mais rápido do que você, pois eles não precisam processar a fala na hora da leitura, o que torna a sua leitura completamente dispensável.
O que vale em uma apresentação é pensar nesses quesitos e entender que é muito difícil fazer uma apresentação perfeita, mas que uma apresentação com poucos ruídos é bem fácil quando se presta atenção aos detalhes. Aplique as 6 dicas e comece a perceber a diferença que elas farão no entendimento do público. Desejo muito sucesso e ótimas apresentações.

Publicado em http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/6-dicas-para-melhorar-sua-postura-em-uma-apresentacao-ou-reuniao-de-negocios/114686/

“SÃO PAULO TEM QUE COMBATER DITADURA DO AUTOMÓVEL”

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No contexto da conferência que vai definir a nova política de desenvolvimento para as cidades do planeta, especialista fala sobre desafios da capital paulista para se tornar uma cidade inclusiva, justa e democrática.

Tem início em Quito nesta segunda-feira (17/10) a Habitat III, conferência das Nações Unidas onde autoridades e especialistas se encontram para definir a Nova Agenda Urbana. O documento deverá nortear o desenvolvimento das cidades nas próximas décadas, para que se tornem mais igualitárias, inclusivas e sustentáveis.

Em entrevista à Deutsche Welle, Rodrigo Faria, pesquisador da USP e do Instituto Pólis, think tank voltado para a produção de conhecimento sobre a cidade e a cidadania, fala sobre os desafios de São Paulo, como cidade mais populosa das Américas.

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Uma das visões da Nova Agenda Urbana a ser lançada em Quito é que “as cidades sejam inclusivas e livres de quaisquer formas de discriminação”. Como isso se aplica para o futuro de São Paulo?

Essa visão da agenda é para cidades do mundo todo. No caso de São Paulo, por ser uma cidade do Sul global, por ser uma das maiores cidades do mundo, esse desafio tem uma magnitude ainda maior. É um desafio de enfrentar décadas de descaso, décadas de uma cidade comprometida com o desenvolvimento, mas não com o desenvolvimento da sua população.

Isso significa adotar os direitos humanos e, principalmente, o direito à cidade como parâmetro da implementação das políticas públicas no território de São Paulo. Há toda uma pauta de redistribuição dos benefícios da cidade que precisa ser enfrentada para que efetivamente se produza uma cidade inclusiva, justa, democrática.

Como você vê essa Nova Agenda Urbana em relação às medidas já anunciadas pelo prefeito eleito João Doria?

Ainda é muito cedo para se fazer qualquer avaliação. Já há alguns indícios de diretrizes que ele pretende adotar, que são um pouco preocupantes do ponto de vista da política urbana. Por exemplo, a perspectiva de conceder determinados serviços à iniciativa privada como uma diretriz geral de governo.

Embora isso dialogue com o discurso da eficiência, de um estado mais ágil, de uma economia de recursos, sabe-se que nem sempre a concessão para a iniciativa privada ou parcerias público-privadas efetivamente significam economia, eficiência, etc. Vide a Linha 4-Amarela do metrô, que é feita nesses moldes e que fica longe de ser um exemplo de boa prática.

Entre as propostas anunciadas pelo novo prefeito está o encerramento da iniciativa de inclusão de dependentes de crack em favor de um programa de internamento. Até que ponto isso pode resolver o problema da “cracolândia”?

É preciso pensar a “cracolândia” como uma questão multidimensional e extremamente complexa. Porque se está falando de indivíduos, de coletividade, de território, de usos, de uma questão de saúde pública. Trata-se de uma questão extremamente complexa e qualquer questão complexa exige uma solução que seja igualmente complexa.

Assim, qualquer proposta que seja reducionista está equivocada. Não sei se este é o caso da proposta dele, porque realmente não a conheço a fundo para fazer uma avaliação. De toda forma, do ponto de vista do território, eu acho importante se pensar que não é excluindo uma população, removendo uma população de determinados lugares, que se vai se transformar aquele território e muito menos transformar aqueles indivíduos.

Que soluções poderiam aliviar o problema da locomoção na capital paulista?

É colocar realmente como prioridade das políticas públicas o transporte coletivo. No caso de São Paulo, acho importantíssimo combater a “carrocracia”, a ditadura do automóvel individual. É importante também favorecer a mobilidade por outras formas, seja por bicicleta, seja também o deslocamento a pé.

Um ponto importantíssimo dessa reversão de mobilidade na capital paulista é o reequilíbrio dos usos do território. Tem-se expandido aqui no centro milhares de imóveis vazios voltados para a especulação imobiliária, enquanto se tem uma população pobre sem lugar para morar ou muitas vezes morando na periferia. Então por que não forçar o uso desses imóveis para a situação de interesse social e com isso diminuir a necessidade de transporte da população trabalhadora aqui do centro de São Paulo?

Hoje, as cidades ocupam 2% do espaço construído, mas são responsáveis por 70% do PIB, por mais de 60% do consumo global de energia, 70% das emissões de gases tóxicos e abrigam mais da metade da população mundial. Não existiria um paradoxo entre essa concentração e as várias propostas da Nova Agenda Urbana?

Uma das grandes críticas em torno da discussão da Nova Agenda Urbana é ela se chamar Nova Agenda “Urbana” e não Nova Agenda Habitat. Quando se sai de uma discussão de Nova Agenda Habitat para Nova Agenda Urbana, excluem-se da discussão todos aqueles habitats que, em tese, estão situados no campo.

Como se pensar, por exemplo, a segurança alimentar e nutricional se não for do ponto de vista da integração de áreas urbanas e rurais. Na sua afirmação, você colocou o quanto a cidade consome de recursos e, certamente, nem todos eles são gerados dentro da própria cidade. Para se conseguir realmente mudar esse paradigma de desenvolvimento, tem-se que pensar de maneira conjugada o urbano e o rural.

Publicado em http://www.dw.com/pt-br/s%C3%A3o-paulo-tem-que-combater-ditadura-do-autom%C3%B3vel/a-36045813

A INCRÍVEL ILUSÃO DE “PULAR ETAPAS” NA VIDA PROFISSIONAL

POR CONTA DE MUITOS “FENÔMENOS” DA INTERNET – AQUELES RAROS QUE INVENTARAM ALGO E FICARAM MILIONÁRIOS DA NOITE PARA O DIA -, AS PESSOAS ACREDITAM QUE VÃO ATINGIR O SUCESSO PROFISSIONAL TÃO RÁPIDO QUANTO ELES. NÃO É ERRADO ADMIRÁ-LOS, MAS SEJAMOS SINCEROS: ISSO NÃO ACONTECE SEMPRE

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A indústria mundial vende bilhões oferecendo “facilidades” como: consiga ter uma barriga chapada em três dias, emagreça dez quilos em um mês, fique rico sem trabalhar e por aí vai. Mas o fato é que obter resultados imediatos sem esforço não passa de uma ilusão. Tudo tem seu tempo determinado!

Quando falamos de carreira, esse processo de conquista não é diferente. É preciso tomar cuidado para não “pular etapas”. Com a incrível aceleração para alcançar o tal sucesso profissional, muitos me procuram para fazer o processo de coaching, uma conhecida ferramenta para desenvolvimento comportamental.

Nem todo mundo, porém, precisa passar por um método intenso como este. Assim, o primeiro passo para identificar se realmente o coaching é a ferramenta mais adequada naquele momento, as pessoas respondem a um questionário avaliativo. Em alguns casos, é apenas uma questão de paciência para que o tempo de cultivo chegue e elas possam colher os frutos que plantaram naturalmente.

Por conta de muitos “fenômenos” da internet – aqueles raros que inventaram algo e ficaram milionários da noite para o dia -, as pessoas acreditam que vão atingir o sucesso profissional tão rápido quanto eles. Vale a ressalva que não é errado admirá-los, já que são exemplos inspiradores, mas sejamos sinceros: não acontece com todo mundo nem a todo momento.

Não é produtivo deixar de encarar o dia a dia e depositar todas as fichas esperando que o mesmo aconteça e o salve da dura realidade. Abaixo, apresento três dicas para que todos possam encarar os obstáculos e construir uma carreira sólida e plena:

1) Estude: não me refiro apenas ao estudo acadêmico. É importante ler e buscar informações específicas sobre a área de atuação. Pergunte a qualquer profissional de sucesso sem diploma se ele recomenda que seus filhos não estudem e o quanto a falta de conhecimento custa aos cofres da empresa para pagar consultores diplomados. Portanto, boa educação e investimentos em cursos sempre abrirão portas na sua trajetória profissional;

2) Mostre bons resultados: mesmo com qualificação técnica, você não assumirá um cargo de liderança com grandes responsabilidades logo no início de sua carreira. Nem na empresa de sua família. O mundo não premia o potencial, e sim o real. É preciso gerar resultados para comprovar o quanto é bom tecnicamente. A experiência profissional na parte comportamental tem que ser vivida, e isso requer tempo. Tenha paciência;

3) Gaste menos do que ganha: é matemático, é a regra de ouro para não se tornar refém de nenhuma empresa. Ter independência financeira lhe dará a liberdade que tanto busca em sua carreira. Os profissionais mais procurados no mercado são aqueles que têm um respaldo financeiro. Será coincidência? Claro que não! Os profissionais livres arriscam mais, pois não têm medo de algo dar errado e, com isso, conseguem os melhores resultados. Conquistar esse patamar requer tempo e disciplina, portanto, comece logo.

Se você seguir essas dicas gerais, irá construir uma carreira sólida, no tempo necessário, e estará preparado se um fenômeno acontecer em sua vida.

Publicado por Administradores, em  http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/a-incrivel-ilusao-de-pular-etapas-na-vida-profissional/114194/

COMO FORMAR PROFISSIONAIS DO FUTURO SE ELES NÃO ENTENDEM O BÁSICO?

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Foram divulgados recentemente os dados do novo Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB). Infelizmente, as novidades não foram agradáveis. Continuamos um país com pouco estudo, sem grandes avanços no desempenho de nossos alunos. Esse é um dado extremamente preocupante, visto que, sem educação, é impossível construir um futuro melhor. Mas quero chamar a atenção para este fato sob outro ângulo: o da tecnologia. Como formaremos os desenvolvedores e programadores do futuro se, hoje, quase ninguém entende, por exemplo, Matemática?

A educação brasileira teve seu pior resultado em Matemática do ensino médio desde 2005. Na última avaliação, que aconteceu em 2013, apenas 9% dos alunos apresentaram aprendizado considerado adequado, somando-se as escolas públicas e particulares. Nos números atuais, caímos para um índice entre 8 e 9%. Em 1999, esse índice era de 12%.

Enquanto isso, a tecnologia não para de evoluir. A Internet das Coisas (Iot) promete vir para ficar. Big Data, Business Inteligence, algoritmos e BYOD já estão mudando a forma como trabalhamos. Cada vez mais jovens sonham em desenvolver a próxima rede social do momento ou aplicativo de sucesso. Todo esse futuro passa pelas linhas de código de programação.

Com o crescimento do mercado de tecnologia, surgem novas oportunidades de trabalho. E com isso, voltamos para os nossos índices de educação. Cursos como Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Sistemas exigem bom raciocínio lógico e conhecimentos de Matemática e Física. Como podemos formar os profissionais do futuro se eles não entendem o básico? Considerando a atual situação, estamos errando desde o princípio. Não podemos esperar que um aluno que odeia matemática e que não consegue tirar uma nota boa em Física, tenha interesse em matérias de Tecnologia. Acaba sendo algo natural, mas o governo precisa resolver este problema o mais rápido possível.

Enquanto isso podemos tomar algumas pequenas medidas para incentivar as crianças a perderem o medo das ciências exatas e pegarem gosto pela programação. Em primeiro lugar, da mesma forma que lemos livros para os pequenos e fazemos brincadeiras com as letras e palavras, devemos também introduzir no dia a dia das crianças os números. Existem jogos educativos que apresentam os algarismos e mostram como funciona uma contagem. Essa é uma alternativa barata e divertida. Em relação à programação, já encontramos diversas escolas voltadas para o público infantil. Se a pessoa não puder pagar por um treinamento, é possível fazer cursos on-line que ensinam os conhecimentos básicos e mostram como a lógica da programação é interessante.

Algumas empresas já entenderam o tamanho do problema que isso pode gerar no futuro e investem, hoje, em plataformas de ensino. Um bom exemplo é o site criado pela Telefónica Educação, o STEM By Me. Em português e espanhol, o site traz cursos e artigos sobre conhecimentos relacionados às competências STEM (sigla em inglês para: ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Com um design moderno e uma linguagem jovem, o site incentiva os jovens a aprenderem se divertindo, provando que é possível sim gerar o interesse dos nossos estudantes. Além de todo o conteúdo on-line, a iniciativa disponibiliza também professores para responder dúvidas dos participantes. É uma ótima alternativa para quem busca mais conhecimento na área.

Essas são ações que dependem de pessoas ou empresas. Mas repito: é obrigação do governo perceber o tamanho do problema e passar a investir mais na educação do nosso país. Se continuar assim, em um futuro próximo não teremos profissionais em quantidade suficiente para atender as demandas do mercado. Com isso, o Brasil ficará para trás também em relação ao desenvolvimento da sua tecnologia. Um país sem educação e sem tecnologia está fadado ao fracasso. Cabe aos nossos governantes mudarem este quadro.

Publicado por Administradores em http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-um-pais-pode-evoluir-tecnologicamente-sem-a-matematica/114117/

5 RAZÕES PARA OS MELHORES COLABORADORES SE DEMITIREM

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Há um infame ditado popular no meio corporativo que diz que “quem não está contente que vá embora“. É o tipo de fala utilizada em culturas organizacionais baseadas no medo. Isso dava bastante certo há décadas, mas, caso você ocupe uma posição de liderança em 2016, prepare-se para as consequências ao proferir essa frase.

Perder um ótimo funcionário é algo terrível. Há a despesa de encontrar, integrar e treinar seu substituto. Há a incerteza sobre o rendimento do novo colaborador. Há a dificuldade do resto da equipe até que a posição seja preenchida.

Às vezes, há uma sólida razão por trás da decisão de ir embora — problemas de relacionamento, motivos pessoais ou uma proposta muito boa para ser rejeitada. Nesses casos, mesmo que seja uma transição difícil, não há nada que você possa fazer.

E quanto ao resto?

Manter seus melhores funcionários começa com entender o porquê de as pessoas saírem. Em um artigo publicado no site Inc, a autora Lolly Daskal explica algumas razões pelas quais os colaboradores se demitem:

1 – EXCESSO DE HIERARQUIA

Independentemente do tamanho da empresa ou do segmento de atuação, cada local de trabalho precisa de estrutura e lideranças, mas uma organização extremamente vertical deixa os trabalhadores infelizes. Se os gestores cobram ótimos resultados, mas não valorizam a geração de ideias e centralizam o poder de decisão, não espere que metas sejam alcançadas. Valorize as boas ideias e dê liberdade para que elas sejam colocadas em prática. Ninguém fica feliz ao ter que se reportar para três ou quatro níveis hierárquicos que, muitas vezes, sabem menos sobre determinado assunto.

2 – EXCESSO DE TRABALHO

Qualquer função desempenhada passa por alguns períodos de estresse e sobrecarga, mas nada suga tanto a energia — física e mental — de um colaborador quanto o excesso de trabalho. E, muitas vezes, são os melhores funcionários — os mais capazes e comprometidos — que ficam mais sobrecarregados. Constantemente esses caras assumem mais e mais tarefas e projetos mostrando-se pró-ativos, mas esbarram na ausência de reconhecimento — como promoções e aumentos de salário — e logo desanimam. E quem poderia culpá-los?  Você sentiria o mesmo.

3 – VISÕES VAGAS

O trio “missão, visão e valores” muitas vezes é meramente figurativo. Um enfeite num quadro bonito na recepção da empresa ou em seu website. Não há nada mais frustrante do que olhar para uma visão preenchida com sonhos altos, mas nenhuma tradução dessas aspirações em objetivos estratégicos que as tornem viáveis. Sem essa conexão, tudo é papo furado. Por que uma pessoa talentosa gastaria seu tempo e energia para apoiar algo indefinido? Os colaboradores gostam de saber que estão trabalhando para um bem maior, não apenas para que a roda gire.

4 – FALTA DE RECONHECIMENTO

Mesmo as pessoas mais altruístas querem ser reconhecidas e recompensadas por um trabalho bem feito. É a natureza humana. Quando você deixa de reconhecer o esforço de seus empregados, você não está só os desmotivando, mas também perdendo a maneira mais eficaz de gerar melhores resultados. Se seu orçamento é limitado para bônus e promoções, há muitas formas de baixo custo para fornecer o reconhecimento — uma palavra de apreço é gratuita. É bastante conveniente pedir que o funcionário “vista a camisa da empresa” enquanto ela não veste a dele. Pense nisso.

5 – ESTAGNAÇÃO

Ninguém gosta da ideia de estar no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas, pelos próximos 05 ou 10 anos — por mais que você ame seu trabalho, novos desafios e atividades são importantes para seu crescimento. As pessoas gostam de sentir que ainda podem progredir em suas carreiras e que todo o trabalho duro será recompensado. Nós precisamos de aspirações. Se não há um plano de carreira e estrutura para o crescimento dos colaboradores, eles provavelmente procurarão isso em outro lugar. Nesse meio tempo, o cara que ouve que “quem não está contente que vá embora” — e não o faz de imediato por ter suas contas para pagar — estará muito mais propenso a se sentir infeliz no trabalho e, com isso, ser menos produtivo e ter um desempenho abaixo da média.

Muitas pessoas que deixam seus empregos o fazem por causa de seus chefes, não pelo trabalho ou pelo ambiente da empresa. Pergunte a si mesmo o que pode fazer para conduzir seus colaboradores adiante e começar a fazer as mudanças necessárias para mantê-los.

Publicado por Administradores.com em http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/5-razoes-pelas-quais-os-melhores-colaboradores-se-demitem-mesmo-quando-gostam-do-seu-trabalho/97378/

A DIETA DA INFORMAÇÃO – COMO SEPARAR O ÚTIL DO INÚTIL

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Muito se tem falado e discutido em torno desse dilema: como filtrar a avalanche de informações que nos chegam diariamente. A realidade é que há algumas décadas havia escassez de informação e hoje, por ironia do destino, a percepção é de excesso de informação. E possivelmente muitas das informações em nada nos ajudam e nem agregam à nossa vida; pelo contrário, chegam até a atrapalhar… “Mas, como assim ? Informação nunca é demais.”, alguém pode questionar. Sim, há controvérsias, mas vamos recorrer a algumas citações.

“A dieta da informação”, livro do autor norte-americano Clay Johnson, cujo título original é “The information diet – a case for conscious consumption” e publicado em português pela Novatec Editora com o título “A dieta da informação”, chega a explorar um paralelo da informação com a alimentação. O site Leia Livro, na apresentação e sugerindo a compra desse livro, resume o seguinte: “Do mesmo jeito em que devemos evitar comer alimentos calóricos em grande quantidade, pois os mesmos podem resultar em obesidade física, nós também devemos evitar a grande massa de informações inúteis e de baixa qualidade que nos é enviada diariamente, pois elas podem resultar no que o autor chama de ‘obesidade mental’, ou seja, ignorância.”

Person under crumpled pile of papers with hand holding a help sign

Outro livro, cujo título “Obrigado pelo informação que você não me deu” (escrito por Normann Kestenbaum e publicado no Brasil pela Editora Campus Elsevier em 2007) até considero intrigante. O desafiador recado que ele passa, no entanto, é mais ou menos assim: Em uma exposição, palestra ou apresentação, deixe pra lá tudo o que existe e/ou o que você sabe sobre o assunto e vá direto ao ponto; preocupe-se com o que o(s) interlocutore(s) quer(em) saber e não com tudo o que você sabe ou tem de informação a respeito.

Carlos Drummont de Andrade (1902-1987) nos deixou o seguinte legado sobre esse assunto: “Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.”. Esta afirmação pode ser trazida também para o nosso dia-a-dia e realidade corporativa, onde geramos ou absorvemos excesso de informação, refletindo no seguinte: o precioso tempo que gastamos com informação que não agrega, poderíamos ter investido em buscar informação mais útil ou ocupar-nos com algo mais produtivo.

Dentro do mundo corporativo podemos citar Peter F. Drucker (1909-2005), considerado como o pai da administração moderna, a quem é creditada a afirmação “Informações são dados endossados por relevância e sentido”, quando abordado o tema “informação x dado”.

E aí talvez surja a pergunta: em que momento consigo discernir se o dado é relevante ou faz sentido ? Diante disto, proponho um exercício simples, questionando-se “por que” ou “para que” quero/preciso desse dado. Se houver resposta clara e convincente, vá em frente. Do contrário, talvez você esteja “perdendo tempo em aprender coisas que não interessam” ou se ocupando com dados sem relevância ou sentido.

E se você é um gestor dentro de uma empresa ou de uma entidade pública ou privada, pense nisso também sempre que estiver compilando dados em planilha eletrônica, solicitando ou desenvolvendo um novo relatório ou, até, diante da escolha de um software de BI (Business Intelligence): “o que eu realmente preciso?” ou “do que, de fato, vou fazer uso na minha atividade?”

publicado por Administradores.com, em 2 de outubro de 2016, às 16h13