Prefeitura de São Paulo divulga estratégia urbana para o Vale do Anhangabaú

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Prefeitura da cidade de São Paulo divulgou recentemente as estratégias de intervenção urbana planejadas para o Vale do Anhangabaú. Localizado no centro da cidade, sobre uma das vias mais movimentadas de São Paulo, o Vale já foi objeto de intervenções urbanas no passado e hoje apresenta um caráter que poderia ser descrito como um espaço que não é nem apenas de passagem, tampouco de estar.

O projeto, que tem por objetivo melhorar os acessos e o fluxo de pedestres, viabilizar novos usos dos espaços públicos e criar programas variados para a ocupação da área, foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e pela sociedade civil de forma colaborativa.

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A proposta, que integra as medidas do plano “Centro, diálogo aberto”, começou a ser elaborada em 2013 com a participação da SP Urbanismo, do arquiteto David Sim, do escritório dinamarquês Gehl Architects, e do Banco Itaú.

Para a área de arborização, o projeto prevê a criação de marquises verdes ao longo das ruas Anhangabaú e Formosa e da Avenida São João; formação de ambientes sombreados, garantindo um bom microclima; escolha de espécies com copas altas, permitindo visão desobstruída do Vale; e afastamento da região dos túneis. A estimativa é de que 355 árvores sejam preservadas, 125 sejam plantadas e 60 sejam transplantadas.

Para possibilitar a permanência de visitantes na região, foram planejadas estruturas de apoio que incluem três sanitários; posto de informações; ludoteca; bancas de jornal; bilheteria do terminal Pedro Lessa; ponto de referência SMADS e cafés e lanchonetes. Os módulos para abrigas as instalações têm entre 12,5 m² e 25 m². Com foco no conforto dos usuários, estão previstos 600 m² de arquibancada-mirante; 800 m² de área de parque infantil; 800 m² de área para esportes de rua; e 460 cadeiras para empréstimo. A previsão é de que o Vale tenha capacidade para abrigar até 2.670 pessoas sentadas simultaneamente.

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Para tornar a água elemento fundamental no microclima da região, foi desenvolvido sistema com 850 jatos que umidificam o ambiente a partir de um reservatório com 1,5 mil metros cúbicos de água de capacidade. Será feita a captação da água da chuva e, após tratamento adequado, 90% da água usada será reaproveitada e 10% proveniente de poço artesiano.

Também foram divulgadas as estratégias para o novo sistema de iluminação, que terá 28 pontos de iluminação na esplanada; 105 pontos sob as árvores; 900 metros lineares sob os bancos; e 217 pontos na escala dos pedestres.

O subsolo do Vale do Anhangabaú, que também foi contemplado pelo projeto, deverá ganhar mil metros lineares de galerias técnicas caminháveis; 360 metros lineares de calhas técnicas e bancos de dutos; e 20 redes existentes reorganizadas.

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