12 projetos que explicam o urbanismo paisagístico e como ele está mudando as cidades

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Em seu novo livro, Landscape as Urbanism (Paisagem como Urbanismo, em tradução livre), Charles Waldheim, Professor na John E. Irving e Diretor de Paisagismo na Graduate School of Design da Harvard University argumenta que para compreender a metrópole do século XXI “um entendimento tradicional da cidade como extrapolação de modelos e metáforas arquitetônicas não é mais viável dado a prevalência de forças ou fluxos maiores. Isso inclui rupturas ou quebras na lógica arquitetônica da forma urbana tradicional como compelida por mudanças ecológicas, econômicas e de infraestrutura.”

Em outras palavras, as construções espaciais nos ambientes urbanos não deveriam mais ser ligadas à funções intratáveis ou tentativas de isolamento, mas deveriam se integrar ao tecido urbano. Esses tipos de projetos devem ser flexíveis às mudanças inevitáveis em funcionalidade e propósito que são os subprodutos da mudança econômica e evoluções nas intenções de uso do solo. Os doze projetos apresentados aqui são exemplares de tais práticas, tanto na forma como eles se adaptam às intervenções anteriores e como se movem para além da noção de um futuro estático para as condições urbanas que estão perpetuamente em fluxo.

Projetos Concluídos

1. Parc de la Villette (Paris, França) / Bernard Tschumi

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Construído em um terreno que já foi um grande mercado de atacado de carne e um matadouro no nordeste de Paris, Parc de la Villette foi uma nova tipologia para projetos paisagísticos que não precedia a natureza ou a arquitetura, mas ao invés disto formas híbridas que integram a vegetação com aquilo feito pelo homem. Diferente dos parques anteriores que buscavam a beleza e especificidade ou função, a paisagem de Tschumi é um espaço flexível que reconhece que o domínio público é transitório.

2. Terminal International de Passageiros de Yokohama (Yokohama, Japão) / Foreign Office Architects (FOA)

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Realizado por encantos dramáticos em desenhos auxiliados por computadores, o Terminal de Yokohama é um dos primeiros projetos a utilizar tecnologias de desenho digital. O projeto de infraestrutura defendia princípios de urbanismo paisagístico em um equipamento que cria circulação através das superfícies moldadas que servem e acentuam as funções do terreno.

3. Millenium Park (Chicago, Illinois, EUA) / SOM (Park Masterplan)

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Construído no que antes era um pátio férreo, estacionamento e corredores de ônibus, o Millennium Park é informalmente chamado de “o maior jardim de cobertura do mundo” pelos projetistas do masterplan, o escritório SOM. O terreno completa a visão de 100 anos de Daniel Burnham para a orla de Chicago em uma configuração que é clássica mas também contemporânea, com grandes passeios, um anfiteatro assinado por Frank Gehry e grandes esculturas públicas amadas pela população, por sobre dois níveis de estacionamento, corredores de ônibus e uma estação de trem reformada e ampliada.

4. Parque Olímpico de Esculturas (Seattle, Washington, EUA) / Weiss/Manfredi )

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O parque de esculturas é construído sobre um antigo terreno deteriorado por atividade industrial que possui formato em zig-zag que cruza uma importante estrada e rota de trens. Em uma descida gradual – com diferença de nível de 12 metros – o caminho de pedestres restabelece uma conexão com a orla adjacente na última parcela urbana ainda livre.

5. Aeroporto Internacional de Pequim (Pequim, China) / Foster + Partners

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Como um dos maiores terminais de aeroportos do mundo, este de Beijing exemplifica o que Charles Waldheim descreve como “locais cuja a escala, conectividade de infra-estrutura e os impactos ambientais superam um modelo estritamente arquitetônico de elaboração de cidade.”

6. The High Line (Cidade de Nova York, Nova York, EUA) / James Corner Field Operations e Diller Scofidio + Renfro, com Piet Oudolf

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Talvez o projeto mais conhecido desta lista, o High Line é um parque construído por sobre uma ferrovia elevada desativada no West Side de Manhattan. Depois de décadas em desuso, os trilhos se tornaram um parque auto semeado que o projeto de Field Operations, DS+R e Piet Oudolf procurou honrar em espírito, mas também argumentando com equipamentos como caminhos pavimentados, bancos, espaços gramados e jardins.

7. Klyde Warren Park (Dallas, Texas, EUA) / The Office of James Burnett

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Construído como um tampão vegetal sobre a Rodovia Woodall Rodgers, o Klyde Warren Park visa corrigir um pouco da ‘miopia’ que permitiu sistemas rodoviários a seccionar bairros e deteriorar tantos centros urbanos americanos na corrida do século XX para desenvolver infra-estrutura para o carro. Os 5,2 acres do parque fazem a ponte entre centro e o Distrito das Artes adjacente com comodidades que incluem um palco, restaurante, parque de pets, playground, gramado grande e um jardim de plantas nativas.

Projetos hipotéticos, em andamento ou em construção

8. BIG U ( Nova York, Nova York, EUA) / Bjarke Ingels Group

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Após o furacão Sandy, a iniciativa de NY com o projeto Rebuild by Design foi elaborada para gerar soluções para vulnerabilidades regionais que preparariam a regão metropolitana para tempestades futuras. Na necessidade de um muro que não fosse um muro, nas palavras de Bjarke Ingels “[BIG U] é um colar de pérolas de equipamentos sociais e ambientais feitos sob medida para suas vizinhanças específicas, que também acaba por proteger suas várias comunidades de uma enchente. Em outras palavras, BIG U é uma série de intervenções paisagísticas que cria espaços para recreação diária, mas pode resistir ao impacto de uma grande tempestade

9. 11th Street Bridge (Washington DC, EUA) / OMA, OLIN

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Reimaginando uma antiga ponte férrea por sobre o Rio Anacostia, a proposta de OMA e OLIN usaria o viaduto como um espaço de parque comunitário para as populações de ambos os lados do rio. O programa prevê jardins de chuva, anfiteatro, um bosque para redes, café, praça, espaço gramado e terrenos para agricultura urbana.

10. Willamette Falls Riverwalk (Cidade de Oregon, Oregon, EUA) / Mayer/Reed, Snøhetta, DIALOG

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A segunda maior queda d’água dos Estados Unidos o projeto de Riverwalk por Mayer/Reed, Snøhetta, e DIALOG busca reintroduzir o público em um terreno que foi desgastado por industrialização durante o final do século XIX e durante o século XX. O projeto consiste na preservação de estruturas industriais existentes com novas intervenções que prometem costurar o público ao longo das estruturas adjacentes construídas em torno de uma formação geológica.

11. Porto de Alimentos de West Louisville West Louisville, Kentucky, EUA) / OMA

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Uma instalação que unifica o crescimento, venda e distribuição de comida em uma planta de uso misto de entidades antigamente separadas, o Porto de Alimentos reimagina uma antiga fábrica de tabaco como um “hub comunitário e economicamente ativo” destinado a desvendar e descomplicar a comercialização da produção de alimentos dos Estados Unidos.

12. Freshkills Park (Staten Island, New York City, EUA) / James Corner Field Operations

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Um masterplan de um parque com 2,200 acres construído no que já foi o maior aterro sanitário do mundo. O projeto de Fields Operations, que venceu um concurso em 2001 e começou a ser construído em 2006 vai continuar a transformar o parque pelas próximas duas décadas, com término das obras previsto para 2035.

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